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Fósseis revelam nova espécie humana de 2,6 milhões de anos na Etiópia
Fósseis na Etiópia revelam nova espécie de Australopithecus de 2,6 milhões de anos, coexistindo com as primeiras espécies de Homo.


Descoberta traz luz à evolução humana com coexistência de hominídeos
Cientistas identificaram fósseis dentários de uma espécie desconhecida de Australopithecus que viveu há cerca de 2,65 milhões de anos, no “berço da humanidade”, na região de Afar, no nordeste da Etiópia. A descoberta mostra que diferentes linhagens evolutivas humanas conviviam simultaneamente no continente africano.
Detalhes da descoberta
Dez dentes revelam nova espécie de Australopithecus
Arqueólogos desenterraram dez dentes – entre molares, incisivos, pré-molar e canino – de dois indivíduos. Esses fósseis foram classificados como pertencentes a uma sétima espécie dentro do gênero Australopithecus, até então não reconhecida pela ciência


Convivência com o início do gênero Homo
Além dos dentes do Australopithecus, foram encontrados três dentes datados de 2,59 milhões de anos, pertencentes à espécie Homo mais antiga já conhecida. Isso indica que ambas as linhagens – Australopithecus e Homo – habitaram a mesma região e período.
A evolução como um ramo diversificado
Essa descoberta reforça uma compreensão menos linear e mais ramificada da evolução humana. Segundo o paleoantropólogo Brian Villmoare, o padrão evolutivo se assemelha ao de outros organismos, com múltiplas espécies coexistindo e se ramificando ao longo do tempo


Possível competição por recursos
Pesquisadores, como a paleoecologista Kaye Reed, estão agora tentando descobrir se essas espécies competiram pelos mesmos alimentos, já que foram encontrados também restos de ferramentas de pedra no local – possivelmente associadas ao Homo.
A descoberta dos dentes de uma nova espécie de Australopithecus, com 2,65 milhões de anos, no sítio de Ledi-Geraru, Etiópia, oferece uma peça inédita do nosso passado. Essa espécie, junto com os primeiros representantes do gênero Homo, mostra que a evolução humana foi marcada por múltiplas linhagens coexistindo no mesmo espaço-tempo.
Fica a pergunta: o que mais o solo africano ainda guarda sobre nossos ancestrais?